segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Os Caminhos de S. Tiago na Região da Guarda

Car@s Amig@s.

Voltamos à zona Interior do País, desta feita à Beira Interior Norte.

Como referimos num post anterior acerca do Caminho Torres, e não obstante existirem de momento marcações do Caminho de S. Tiago que nos levam para Cidade Rodrigo e Salamanca, pensamos que os Peregrinos Portugueses desta região rumavam a S. Tiago de Compostela atravessando o Douro em Barca D'Alva, ou seguindo o trajecto Trancoso > Lamego ou Trancoso >Marialva (Em Marialva onde existe uma Igreja de S. Tiago), para atravessarem o Douro no Poçinho, perto de Vila Nova de Foz Côa.

                                             Mapa esquemático dos 3 percursos estudados

Através de pesquisas, nomeadamente na Grande Obra dos Caminhos de S. Tiago , nos 3 volumes dedicados aos Caminho de S. Tiago em Portugal é referido que na região da Guarda e partindo desta Cidade capital de Distrito, existiam 3 diferente Caminhos que nos levam para Norte.

O primeiro itinerário leva-nos pelas localidades de Freixedas, Alverca da Beira, Vila Franca das Naves e Marialva. Em Alverca da Beira é visível sobre o portal da Igreja Matriz uma Vieira estilizada, no entanto em conversas com moradores desta localidade não foi possível confirmar a passagem de Peregrinos a S. Tiago, já em Marialva, umas das 10 Aldeias Históricas de Portugal, existe uma Igreja cujo orago é S. Tiago, o que serve de confirmação à hipótese da passagem de Peregrinos nesta localidade.


                            Vieira estilizada sobre o portal da Igreja Matriz de Alverca da Beira

O segundo Itinerário sai da Guarda e desce directamente a serra da Estrela em direcção ao Mondego, atravessando o maior Rio Português, perto da Lageosa do Mondego na denominada "ponte do Ladrão", já em direccção a Trancoso, neste Itinerário era provável a passagem dos Peregrinos no Santuário próximo de Nossa Senhora dos Açores, na localidade de Açores.

                                             " Ponte do Ladrão" sobre o Rio Mondego


 Lenda da Ponte do Ladrão:“No seu termo, a meio caminho de Açores está a Ponte do Ladrão de tétrica memória, porque junto dela morou em tempos um amigo do alheio que, oferecendo pousada aos viajantes, roubava-os depois. Mais por isto do que pela sua altura, pois esta não é desproporcionada, gerou-se o hábito de dizer, sempre que se lamenta o futuro duma pessoa: mais valia deitar-se abaixo da Ponte do Ladrão.” Citado da monografia do prof. Ramos de Oliveira
Retirado de: Resistência Vale do Mondego


O terceiro Itinerário referido, é comum com o anterior até à localidade de Freixedas, continuando em Direcção a Pinhel, onde existem diversos sinais da passagem de Peregrinos a S. Tiago, como a porta e o largo de S. Tiago, e as vieiras do pórtico da Igreja da Misericórdia. Na descida para o Côa existiam as termas de S. Tiago e de seguida os Peregrinos passavam pelo Colmeal, hoje uma aldeira fastasma devido à Ganância de alguns, até Castelo Rodrigo, onde contavam com o Albergue/Convento de Santa Maria de Aguiar ou nos Século XII e XIII com a hospitalidade dos frades de Rocamadour de Castelo Rodrigo.


                                                         Aldeia abandonada do Colmeal


Bibliografia: Por Caminho de S. Tiago, Carlos Gil, João Rodrigues.
Fotos e mapa: Gonçalo Cabral








quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Caminho "Central" com nova Sinalização



Os peregrinos que rumam a Santiago de Compostela têm, desde o início do ano, o caminho facilitado em Alvaiázere: 14 placas sinalizam agora o percurso a seguir dentro do concelho.

A sinalética foi colocada no dia 4 de janeiro, na sequência de um protocolo assinado entre o município e o Turismo Centro de Portugal. O acordo – extensível a todos os concelhos da Região Centro que são atravessados pelo Caminho Português de Santiago, onde se inclui também Ansião – prevê a colocação de azulejos de marcação que possam servir de orientação aos caminheiros.

As placas seguem as normas do Conselho da Europa para o Itinerário Cultural Europeu – Caminho de Santiago, podendo, por isso, ser facilmente interpretadas por peregrinos de qualquer nacionalidade.

Alvaiázere integra a sétima e oitava jornadas do Caminho Português de Santiago (To­mar-Alvaiázere e Alvaiázere-Ansião, respetivamente). E o número de peregrinos que atravessam o concelho (muitos deles estrangeiros) tem aumentado de ano para ano: estima-se que, em média, passem por ali cinco a dez caminheiros todos os dias.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Conferência por José António Falcão 22 Janeiro 18 h em Lisboa




A Irmandade da Misericórdia e de São Roque de Lisboa irá retomar, neste início de ano, Ano da Fé, as Conferências – Ao Fim da Tarde em São Roque, integrando o Ciclo – Uma fé esclarecida, com a realização de um Encontro subordinado ao tema “O Caminho de Santiago no Dealbar do Século XXI”, que terá como orador o Prof. Doutor José António Falcão, Director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja.



Neste âmbito, temos o prazer de convidar V. Ex.ª a assistir e participar no Encontro do próximo dia 22 de Janeiro (3.ª Feira), pelas 18 horas, na sala de São Roque, nas instalações da Irmandade da Misericórdia e de São Roque de Lisboa (entrada pelo portão do antigo Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa), sitas no Largo Trindade Coelho.



domingo, 6 de janeiro de 2013

História das Peregrinações a São Vicente

Car@s Amig@s.


No próximo dia 22 de Janeiro celebra-se a solenidade de São Vicente, Padroeiro principal do Patriarcado de Lisboa.

Como referido anteriormente num post sobre este Santo, e segundo a tradição as relíquias de São Vicente foram transladadas para a Sé de Lisboa em 16 de Setembro de 1173.

                                                                     Sé de Lisboa


Essas relíquias foram trazidas numa barca escoltada por dois corvos desde o cabo que veio a ter o seu nome (Cabo de São Vicente), onde em sua honra se edificara um pequeno Santuário Moçárabe.

                                                            Cabo de São Vicente


A partir dessa data desenvolveu-se na Sé o culto do mártir de Valência, fortalecido pela ocorrência de milagres, um deles presenciado por Gualdim Pais, mestre dos Templários.

A presença ininterrupta e emblemática durante séculos de corvos na Sé, contribui para imprimir a esse culto a marca do maravilhoso. D. Afonso Henriques, fervoroso devoto do Santo, mandou fazer uma nova arca para as suas relíquias.

Mais tarde, D. Afonso III dotou a Sé com Mil libras e mandou reconstituir e alargar o hospital dos Peregrinos que se destinava no início a acolher e a assistir Peregrinos de São Vicente, visto que “eram estreitos os aposentos que havia para agasalho dos romeiros”, certamente com a ajuda das esmolas que estes lá deixavam “rendiam entam grande quantidade de dinheiro as esmolas, pela multidão de Peregrinos que acodiam a visitar, e pelos votos que lhe faziam”.






Na foto acima podemos ver o Hospital dos Peregrinos, em baixo a pequena porta em ogiva de acesso ao mesmo Hospital e ao seu lado direito a Porta Santa, que no ano Jubilar Vicentino de 2004, nos 1700 anos do Martírio de São Vicente esteve aberta.





Bibliografia: Sucena, Eduardo. A Sé Patriarcal de Lisboa. Editora sete Caminhos.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Conferência GPS Estoril

Car@s Amig@s.

É com gosto que divulgamos mais uma inciativa do grupo GPS-Estoril e da Isabel Blanco Ferreira.




É já no proximo dia 11 de Janeiro às 21h15 com o tema “A historia da Igreja de Santiago de Lisboa e as Motivações dos Peregrinos”.

Serão Conferencistas a Drª Vanda Figueiredo Silva e o Engº Emídio Almeida, em nome da LAIS, Liga dos Amigos da Igreja de Santiago, da qual são elementos fundadores.

LOCAL: Igreja de Santo António do Estoril – Av. Marginal – Estoril – junto à BP e em frente à Estação de comboios do Estoril.

HORÁRIO: 21h15.












quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Feliz Natal e Próspero Ano Novo

E o Verbo fez-se carne e habitou entre nós. Nós vimos a sua Glória, glória que lhe vem do Pai como Filho Unigénito, cheio de graça e de Verdade.
Jo 1,14

Car@s Amig@s Leitores.

No fim de mais um Ano Civil, é altura para reflectir sobre os nossos trabalhos desenvolvidos ao longo do ano e projectar as actividades do próximo, se conseguimos com as nossas actividades e divulgações motivar nem que seja um Peregrino a fazer a sua Peregrinação a um qualquer Santuário, a nossa missão foi cumprida.


O Movimento Caminhos Peregrinos deseja a todos os seus leitores e amigos um Feliz Natal 2012 e um Próspero Ano Novo Peregrino 2013.


                              Monumental Presépio de Alenquer fotografado por Gonçalo Cabral

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

«Caminho do Mar» para peregrinos de Fátima



Lisboa, 29 nov 2012 (Ecclesia) – Onze municípios do litoral oeste e centro do país juntaram esforços com o Centro Nacional de Cultura (CNC) e o Patriarcado de Lisboa para promoverem uma nova rota para os peregrinos de Fátima e Santiago de Compostela (Espanha).


Em entrevista concedida hoje à Agência ECCLESIA, Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais, autarquia onde começa o trajeto, destaca a importância desta obra para a “segurança” e “apoio” dos “muitos peregrinos” da região que atualmente se fazem à estrada a caminho da Cova da Iria e da Galiza.

“Aqui, nas várias paróquias, as pessoas organizam-se de forma regular e são cada vez mais” realça aquele responsável, que salienta ainda a relevância de iniciativas deste género para a afirmação do “turismo religioso” enquanto mola impulsionadora do país.

“Para reforçar cadeias de valor, que por sua vez geram riqueza, postos de trabalho, Portugal precisa hoje de apostar nas suas grandes marcas”, aponta o presidente da Câmara Municipal de Cascais.



Além da autarquia da Linha, o “Caminho do Mar” percorre as regiões de Sintra, Mafra, Torres Vedras, Bombarral, Óbidos, Caldas da Rainha, Alcobaça, Porto de Mós, Batalha e Ourém, numa extensão de aproximadamente 150 quilómetros.

Com a orientação do arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles e o apoio de voluntários, o percurso foi limpo e sinalizado com setas azuis e marcos pedonais, permitindo desviar os peregrinos de estradas com grande intensidade de tráfego e potencialmente mais perigosas.

Por outro lado, por ser mais próximo da natureza, vai também mais ao encontro da “dimensão religiosa e espiritual” procurada pelos romeiros, realça Carlos Carreiras.

“Numa altura em que se fala tanto de desunião e de egoísmo”, a ideia de juntar onze câmaras municipais, o Centro Nacional de Cultura e o Patriarcado de Lisboa mostra que, mesmo no meio da atual crise económica, “ainda é possível realizar em conjunto obras que fazem grande diferença na vida das pessoas”, salienta.

A nova via junta-se aos caminhos do Tejo, do Norte e da Nazaré perfazendo já um total de 650 quilómetros de rotas alternativas coordenadas pelo CNC, presidido por Guilherme d’Oliveira Martins que esteve quarta-feira em Cascais para a assinatura do último protocolo do projeto.

O Centro Nacional de Cultura começou a desenvolver os Caminhos de Fátima a partir do final do século passado, sendo que várias rotas cruzam-se com os Caminhos de Santiago, normalmente assinalados com setas amarelas.

Fonte: Agência Ecclesia